Evangelho De Jesus Cristo

julho 9, 2008 by admin  
Filed under Crenças Mórmon

The Second Coming- Harry AndersonO Evangelho de Jesus Cristo são as “boas novas” que Jesus Cristo venceu a morte e o pecado através de Seu sacrifício, morte, e ressurreição. Também significa que a humanidade, através de fé no nome de Jesus Cristo, arrependimento pelos pecados cometidos, batismo pela água e pelo fogo (Espírito Santo), e perseverar até o fim, pode ser salvo por causa do sacrifício de Jesus Cristo. É chamado de evangelho, o qual quer dizer literalmente “boas novas”, porque se não fosse Jesus Cristo e seu sacrifício, nenhuma pessoa poderia ser salva da morte e do inferno. As Boas Novas é que um meio foi preparado para todos poderem escolher segui-lo. O caminho é gratuito e aberto a todos.

Os Mórmons ensinam que o Evangelho de Jesus Cristo é a mensagem mais importante para o mundo que os missionários Mórmons dedicam suas vidas para ensinar os outros. O Profeta Joseph Smith escreveu o seguinte:

“Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo por imersão para remissão de pecados; quarto, Imposição das mãos para o dom do Espírito Santo” (Regras de Fé 1:4).

Isso representa a fundação básica do Evangelho de Jesus Cristo como ensinado pela Igreja Mórmon. Esses passos são o que uma pessoa precisa fazer para entrar em convênio com Cristo e entrar no caminho que leva À Vida Eterna. Os Mórmons ensinam que a plenitude do Evangelho, ou os ensinamentos completos sobre o Evangelho, bem como a autoridade para realizar o batismo e os convênios que Deus faz com os homens foram retirados da Terra nos séculos seguintes à crucificação de Cristo e que esses ensinamentos e sua autoridade foram restaurados através de um profeta dos nossos dias, começando com Joseph Smith. Parte da restauração foi o Livro de Mórmon, o qual o Senhor nos deu para ajudar a entender mais completamente essas doutrinas essenciais. Em uma revelação dada a Joseph Smith, Jesus Cristo disse: “E também os élderes, sacerdotes e mestres desta igreja ensinarão os princípios de meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon, no qual se acha a plenitude do evangelho” (Doutrina e Convênios 42:12).

Fé no Senhor Jesus Cristo

Paulo disse: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus cria que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Sem fé, não podemos ser salvos e assim não podemos agradar a Deus, que deseja que todos sejam salvos. Fé é saber que Deus vive, mas também significa confiar Nele, como Paulo disse, precisamos acreditar que ele “é galardoador dos que o buscam”. A menos que confiemos em Deus cumprirá Suas promessas, e a menos que confiemos em Deus o suficiente para guardar os seus mandamentos, não temos fé de verdade.

Os Mórmons acreditam que nossa fé deve ser centrada em Jesus Cristo. Fé é mais que acreditar que Jesus Cristo existe, mas é acreditar Nele quando Ele diz que seremos perdoados de nossos pecados e seremos salvos no Reino dos Céus, ou confiar Nele o suficiente para guardar os seus mandamentos ou cumprir com uma promessa feita a Deus. Fé em Jesus Cristo consiste em confiar que Ele tem todo o poder e pode cumprir com Suas promessas de ressuscitar toda a humanidade e salvar do pecado aqueles que se arrependem e O seguem como o seu líder. Aqueles que tem fé em Deus terão a coragem de guardar os Seus mandamentos mesmo quando lhes parecer difícil.

Ter fé significa que você agirá de acordo com as suas crenças. Apenas acreditar ou pensar que existe um Deus ou que Jesus Cristo é o Salvador do mundo não é o suficiente. Jesus disse em seu Sermão da Montanha que: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). O Apóstolo Tiago disse àqueles que meramente acreditavam, mas não agiam de acordo com as suas crenças: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios os crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” (Tiago 2:19-20).

Fé é um dom de Deus para aqueles que o procuram diligentemente. Desenvolvemos fé através do tempo, nos abrindo às influencias do Espírito Santo. O primeiro passo é ser humilde e ensinavel. Se formos arrogantes, então o Espírito de Deus não poder trabalhar conosco. Precisamos desejar acreditar. Mesmo se não acreditarmos a princípio, devemos desejar acreditar. O Livro de Mórmon compara esse sentimento a uma semente que plantamos e cuidamos. Por exemplo, se uma pessoa quer saber se o Livro de Mórmon é verdadeiro, ele deve então ler o Livro de Mórmon e ponderar sobre os seus ensinamentos através de oração sincera e meditação. Isso é plantar a semente.

Depois disto a semente precisa ser nutrida. Uma pessoa nutre a semente através de oração, estudo das escrituras, servir ao próximo, e guardando os mandamentos. Então, uma pessoa que orou sobre o Livro de Mórmon começa a aplicar os ensinamentos em suas vidas. O Livro de Mórmon compara essa etapa a plantar e cuidar da semente, ou exercitar um partícula de fé (ver Alma 32: 18-43). O Espírito Santo entrará no coração da pessoa e confirmará que o que ele está estudando é fazendo é verdadeiro e correto. Se não experimentarmos nossa fé guardando os mandamentos, orando, e freqüentando a igreja com um verdadeiro intuito de saber a verdade, o Espírito não nos falará se a escritura é verdadeira ou não. Portanto, a fé vem quando tentamos estudar e seguir as escrituras. Precisamos perguntar a nós mesmos: “Será que isso é verdade?”. À medida que vivemos esperando e desejando saber se alguma coisa é verdadeira, com o passar do tempo saberemos com certeza a veracidade do que procuramos através do Espírito Santo.

Os Mórmons se esforçam para desenvolver sua fé através do estudo, oração, serviço e obediência aos mandamentos de Deus. Fé uma forma de trabalho espiritual modelador de caráter, em conjunto com os milagres do Sacrifício de Jesus Cristo. Os Mórmons se referem a sua fé pessoal como seu testemunho e chamam compartilhar esses sentimentos com outras pessoas de Prestar Testemunho.

Arrependimento

O arrependimento é um dom maravilhoso de um Pai Celestial amável. Os Mórmons acreditam que o arrependimento deve ser visto de uma forma positiva, como uma oportunidade para melhorar. A raiz da palavra arrependimento é tanto em hebreu quando em grego voltar do pecado em direção a Deus ou mudança de coração. O arrependimento não significa apenas reconhecer o pecado, ou sofrer por causa de nossos pecados, mas é um desejo de mudança espiritual. O Livro de Mórmon se refere ao arrependimento como uma mudança de coração. O arrependimento é, portanto, o ato de tentar fazer a vida mais próxima ou mais de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo.

Para nos arrependermos precisamos reconhecer nossos erros e fraquezas. Precisamos nos responsabilizar por nossas ações e reconhecer que o que temos feito magoou outras pessoas e ofendeu a Deus. Segundo, precisamos abandonar nossos pecados. Isso significa que iremos parar de fazer o que for errado e nunca mais repetiremos esse ato novamente. Precisamos, se possível, fazer restituição. Isso significa que se roubamos alguma coisa, devemos devolver ou pagar pelo que foi roubado para a pessoa de quem roubamos. Se mentimos ou machucamos os sentimentos de alguém, precisamos pedir desculpas. A restituição nem sempre é possível, mas devemos nos desculpar sempre e pedir pelo perdão das pessoas a quem ofendemos. Deus pode curar todas as feridas quando confiamos Nele, e podemos receber o perdão de nossos pecados. Finalmente, precisamos pedir perdão a Deus através de oração. Em alguns casos específicos, devemos também confessar aos líderes locais, pois sem isso o arrependimento não está completo.

Quando fizermos isso, temos a seguinte promessa de Deus:

“Eis que aquele que se arrependeu de seus pecados é perdoado e eu, o Senhor, deles não mais me lembro. Desta maneira sabereis se um homem se arrepende de seus pecados – eis que ele os confessará e abandonará” (Doutrina e Convênios 58:42-43).

Quando nos arrependemos sinceramente, temos a promessa de Deus – e Deus não mente – que seremos perdoados. Para nos tornarmos limpos de todos os nossos pecados e nos tornar uma nova criatura em Cristo, devemos seguir o arrependimento com o batismo, caso a pessoa ainda não tenha sido batizada por quem possua a devida autoridade. Porém, todos nós cometemos erros sempre, e precisamos arrepender durante toda a nossa vida e devemos continuamente voltarmos nossos pensamentos e ações para Deus para que possamos receber forças e perdão pelos nossos erros. Através do sacramento, o qual os Mórmons partilham todos os domingos, podemos renovar nossos convênios batismais e assim sermos purificados através do Espírito Santo. Doutrina e Convênios da Igreja Mórmon nos ensina o seguinte:

“Sim, arrependei-vos e sede batizados, cada um de vós, para a remissão de vossos pecados; sim, sede batizados com água e então virá o batismo do fogo e do Espírito Santo. Eis que em verdade, em verdade vos digo: Este é o meu evangelho; e lembrai-vos de que eles terão fé em mim ou de modo algum poderão ser salvos; E sobre esta rocha edificarei a minha igreja; sim, sobre esta rocha estais edificados e, se perseverardes, as portas do inferno não prevalecerão contra vós” (D&C 33:11-13).

Batismo por Imersão para a Remissão dos Pecados e o Batismo pelo Fogo

Batismo por Água

O Mormonismo acredita na importância do batismo. A quarta Regra de Fé, escrita pelo Profeta Joseph Smith, declara essa crença dos Mórmons: “Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo por imersão para remissão de pecados; quarto, Imposição das mãos para o dom do Espírito Santo”.

A Igreja Mórmon pratica o batismo por completa imersão na água. Isto é um simbolismo da morte e sepultamente da pessoa carnal e o renascimento da pessoa como um discípulo de Jesus Cristo e um membro de Sua Igreja. É também um simbolismo da morte e sepultamento de Cristo e de sua ressurreição. Assim como a maioria dos Cristãos, os Mórmons acreditam que uma pessoa que se arrepende e é batizada tem todos os pecados anteriores à esse acontecimento perdoados e se tornam limpos perante Deus.

O batismo é também o ato de fazer promessas ao Senhor. No batismo, os Mórmons fazem convênios, ou uma promessa tanto da pessoa quanto de Deus, de que eles tomarão sobre si o nome de Cristo, se lembrarão sempre Dele, e guardarão os seus mandamentos. Em retorno, o Senhor promete abençoar os membros fiéis batizados com a companhia constante do Espírito do Senhor, também chamado de Espírito Santo.

Na Igreja Mórmon o batismo nunca é realizado antes da pessoa completar a idade de responsabilidade, a qual, para os Mórmons, é de oito anos de idade. A idade de oito anos foi dada através de revelações modernas como a idade em que a criança se torna responsável por seus pecados, significando que eles são capazes de discernir independentemente entre o que é certo e o que é errado e de tomar sobre si as conseqüências de suas escolhas. Joseph Smith recebeu a seguinte revelação: “E seus filhos serão batizados para a remissão de seus pecados quando tiverem oito anos de idade; e receberão a imposição das mãos” (Doutrina e Convênios 68:27). Para aquelas pessoas que têm a idade suficiente, mas que não são capazes de discernir o certo do errado devido a condições como doenças mentais severas, por exemplo, não são responsáveis por seus pecados. Estas pessoas são salva através do Sacrifício de Cristo, assim como são todos os bebês e crianças que morrem antes de completar oito anos. Sobre isso o Livro de Mórmon proíbe veementemente a prática de batismo de crianças, afirmando que tal atitude é “um sério escárnio perante Deus”. O profeta historiador Mórmon, após quem o Livro de Mórmon foi nomeado, escreveu o seguinte:

“…inquiri o Senhor a respeito do assunto (batismo de crianças). E pelo poder do Espírito Santo veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Ouve as palavras de Cristo, teu Redentor, teu Senhor e teu Deus. Eis que vim ao mundo, não para chamar os juntos, mas os pecadores, ao arrependimento; os sãos não necessitam de medico, mas sim os que estão doentes; portanto as criancinhas são sãs, por serem incapazes de cometer pecado; portanto a maldição de Adão é delas removida por minha causa, de modo que sobre elas não tem poder; e a lei da circuncisão foi abolida por minha causa. E desta maneira o Espírito Santo manifestou-me a palavra de Deus; portanto, meu amado filho, sei que é um sério escárnio perante Deus batizar criancinhas. (…) E suas criancinhas não necessitam de arrependimento, nem de batismo. Eis que batismo é para arrependimento, a fim de que se cumpram os mandamentos para a remissão de pecados. As criancinhas, porém, estão vivas em Cristo desde a fundação do mundo; se não for assim, Deus é um Deus parcial e também um Deus variável, que faz acepção de pessoas; porque quantas criancinhas morreram sem batismo! Portanto, se as criancinhas não podiam ser salvas sem batismo, devem ter ido para um inferno sem fim. Eis que vos digo que aquele que pensa que as criancinhas necessitam de batismo, está n fel da amargura e nos laços da iniqüidade; porque não tem fé nem esperança nem caridade; portanto, se morrer com esse pensamento, deverá ir para o inferno” (Morôni 8:7-9, 11-14).

Embora Jesus Cristo tenha sido perfeito, o Livro de Mórmon ensina que Ele foi batizado para mostrar “aos filhos dos homens que, segundo a carne, se humilha ante o Pai e testifica-lhe que lhe será obediente na observância de seus mandamentos” (2 Néfi 31:7). As criancinhas não são capazes de fazer tal compromisso, então, eles não têm necessidade do batismo.

O batismo somente é reconhecido como válido, quando é realizado por alguém que possua a devida autoridade para realizá-lo. O Mormonismo declara ter o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo o qual é mantido principalmente sobre a base da autoridade divinamente concedida (o Sacerdócio) e de revelação contínua.

Semelhante à crença de outras denominações Cristãs, os Mórmons acreditam que o batismo é um pré-requisito para entrar no Reino de Deus após a morte. Essa crença apresenta um problema, porém, por causa dos milhões de pessoas que viveram e morreram sem a oportunidade de sequer ouvir o nome de Cristo, e não tendo a oportunidade de ser batizados. Por essa razão, os Mórmons acreditam na ordenança do Batismo pelos Mortos. Esse trabalho é feito somente nos templos Mórmons e é realizado por alguém que recebe essa ordenança em lugar e a favor da pessoa falecida. Os Mórmons acreditam que essa ordenança é somente válida quando a pessoa falecida aceita o trabalho feito em seu favor. Se a ordenança for de fato aceita, a pessoa poderá entrar no Reino de Deus da mesma maneira como poderia caso ela tivesse aceitado aqui na Terra.

Os Mórmons acreditam que mesmo depois do batismo os membros ainda pecarão de uma maneira ou de outra. Ao partilhar do sacramento semanalmente, os Mórmons tem a oportunidade de renovar os convênios feitos no batismo. Isso inclui a chance de se sentir totalmente perdoado de seus pecados e limpos de seus atos incorretos da semana anterior. Os Mórmons acreditam que o sentimento de ser purificado semanalmente pode ajudar a pessoa a evitar os pecados. As bênçãos do batismo oferecem esperança aos indivíduos através do Sacrifício e infinito amor do Salvador Jesus Cristo.

Batismo do Fogo e do Espírito Santo

Depois de ser batizado, os Mórmons recebem o dom do Espírito Santo. Diferente do poder ocasional do Espírito Santo, sentido, por exemplo, por alguém quando esta procurando saber de todo o coração se a Igreja é verdadeira, o dom do Espírito Santo é permanente. Como Joseph Smith escreveu na quarta Regra de Fé, o dom é concedido através da imposição das mãos sobre a cabeça da pessoa recebendo. Isso significa que os homens que portam o sacerdócio colocam as mãos sobre a cabeça da pessoa recebendo a bênção, e um dos homens age como porta-voz, confirmando a pessoa como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e lhe conferindo o Espírito Santo, e então deixam uma bênção especial com a pessoa. A pessoa então pode ter a companhia contínua do Espírito Santo daquele momento me diante, podendo ser direcionado, advertida e confortado pelo Espírito Santo. Se a pessoa voltar a cometer pecados e não se arrepender, o Espírito Santo não estará mais com essa pessoa. Mas quando a pessoa se arrepende e se esforça para ser justa, digna e receptiva, o Espírito Santo pode prover grandes bênçãos de entendimento, proteção e paz.

Perseverar até o fim

Jesus Cristo disse a seus discípulos: “… estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:14). O batismo em nome de Jesus Cristo, realizado por quem possua a devida autoridade, é o portão que leva a esse caminho. O Livro de Mórmon nos ensina mais claramente:

“… Porque a porta pela qual deveis entrar é o arrependimento e o batismo com água; e recebereis, então, a remissão de vossos pecados pelo fogo e pelo Espírito Santo. E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna; sim, havereis entrado pela porta; havereis procedido segundo os mandamentos do Pai e do Filho; e havereis recebido o Espírito Santo, que dá testemunho do Pai e do Filho em cumprimento da promessa que vos fez de que, se entrásseis pelo caminho, receberíeis” (2 Néfi 31:17-18)..

Uma vez que entramos nesse caminho, precisamos continuar nele para que possamos alcançar a Vida Eterna. Os Mórmons chamam isto de perseverar até o fim. Novamente o Livro de Mórmon nos dá uma boa explicação sobre o que isso significa:

“Deveis, pois, prosseguir com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens. Portanto, se assim prosseguirdes, banqueteando-vos com a palavra de Cristo, e perseverardes até o fim, eis que assim diz o Pai: Tereis vida eterna” (2 Néfi 31:20).

Precisamos perseverar com firmeza na obediência aos mandamentos de Jesus Cristo, sendo cheios de amor e esperança. Precisamos nos banquetear com as palavras de Cristo, o que significa que precisamos estudar continuamente as Suas palavras nas escrituras e as que nos são dadas por revelação através de profetas vivos. Isso corresponde ao que o Apóstolo Paulo disse quando falou sobre fé, esperança e caridade (ver 1 Coríntios 13).

Perseverar até o fim não significa que os Mórmons esperam que sejam perfeitos. Uma parte de perseverar até o fim é continuar a melhorar a si mesmo continuamente através de arrependimento, sempre que alguma coisa estiver em desarmonia com a vontade de Deus. Perseverar até o fim também significa que devemos ajudar o próximo. O Livro de Mórmon nos ensina que quando servimos a nosso irmão, estamos servindo a Deus (ver Mosias 2:17). Uma pessoa persevera até o fim crescendo em atributos divinos. Elder Dallin H. Oaks, um dos Doze Apóstolos atuais, disse:

O Apóstolo Paulo ensinou que os ensinamentos e professores do Senhor foram dados para que possamos nos ater “à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13). Esse processo requer muito mais do que apenas adquirir conhecimento. Não é nem suficiente para nos convencer do evangelho; precisamos agir e pensar para que sejamos convencidos por ele. Em contraste com as instituições do mundo, as quais nos ensinam a saber alguma coisa, o Evangelho de Jesus Cristo nos desafia a nos tornar em alguma coisa” (O Desafio de Tornar-se, Conference Report, outubro 2000, tradução livre).

Ele ainda diz:

“De tais ensinamentos concluímos que o Julgamento Final não é apenas uma avaliação da soma total de atos bons e maus – o que temos feito. É um reconhecimento do efeito final de nossos atos e pensamentos – o que nos tornamos. Não é o suficiente para qualquer um passar por nossas emoções. Os mandamentos, ordenanças e convênios do evangelho não são uma lista de depósitos requeridos para se fazer uma conta celestial. O Evangelho de Jesus Cristo é um plano que nos mostra como nos tornar o que o Pai Celestial deseja que nos tornemos” (O Desafio de Tornar-se, Conference Report, outubro 2000, tradução livre).

Pedro disse algo semelhante em sua epístola geral. Ele aconselhou os seguidores justos de Cristo em seus dias a se tornar “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção…” (2 Pedro 1:4). Para fazer isto, ele diz, precisamos “[pôr] nisto mesmo toda a diligência, [acrescentando] a [nossa] fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade” (2 Pedro 1:5-7).

O Livro de Mórmon descreveu um indivíduo que perseverou em retidão. Seu nome foi Éter e ele foi um profeta entre um povo bastante iníquo. Sobre ele o Livro de Mórmon diz:

“Pois clamava desde a manhã até o pôr-do-sol, exortando o povo a crer em Deus e a arrepender-se, a fim de não ser destruído, dizendo que, pela fé, todas as coisas se cumprem. Portanto todos os que crêem em Deus podem, com segurança, esperar por um mundo melhor, sim, até mesmo um lugar à mão direita de Deus, esperança essa que vem pela fé e é uma âncora para a alma dos homens, tornando-os seguros e constantes, sempre abundantes em boas obras, sendo levados a glorificar a Deus” (Éter 12:3-4).

Esse caminho de esperança e fé em Deus o qual leva os homens a fazer o que é bom é o caminho estreito e apertado do qual Jesus falou, que nos leva rumo à Vida Eterna, o qual é conhecer a Deus e a Jesus Cristo (ver João 17:3), porque temos que nos tornar como Eles são (ver 1 João 3:2). Então, através do poder do sacrifício e da ressurreição de Jesus Cristo, aqueles que seguiram esse caminho serão limpos de seus pecados e levados, ao final, para o lugar onde habitarão com Deus e Jesus Cristo para sempre.

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